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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PERIGO POR ENCOMENDA

Premium Rush/EUA
Ano: 2012 - Dirigido por: David Koepp

Sinopse: Wilee (Joseph Gordon-Lewitt) adora pedalar e ganha a vida como entregador pelas ruas de Nova York. Acostumado ao stress e aos perigos da profissão, ele só não imaginava que uma nova encomenda, daquelas com prazo curto para ser entregue, seria alvo da cobiça de um policial corrupto (Michael Shannon). Agora, cumprir a missão tornou-se mais do que uma questão de tempo, pois virou um caso de vida ou morte.


Perigo Por Encomenda não é uma maravilha. Nem uma porcaria. E sim, um baita divertimento que pega uma situação simples e cria todo um jeito bem animado e ágil de contá-la conseguindo em todos os seus 90 minutos empolgar. 

Quem dirige o filme é o americano David Koepp. Particurlamente o prefiro como roteirista. Um dos queridinhos de Steven Spielberg, Koepp foi o roteirista de filmes excelentes como “O Pagamento Final”, “Jurassic Park”, “Missão Impossível”, “Homem Aranha”, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” e dentre outros bem conhecidos, ou seja, podemos perceber o talento de Koepp em criar roteiros bem amarrados, instigantes e que conseguem prender a atenção do público. E claro, sempre com ótimas doses de diversão. Já como diretor ele é apenas normal, nunca fez nada ousado ou surpreendente, ainda que neste seu “Perigo Por Encomenda” ele consiga filmar ângulos certeiros que juntamente com uma edição bem realizada surte um efeito animador. 


No entanto, destaco mais uma vez o talento de Koepp para com o roteiro. A trama de “Perigo Por Encomenda” é bastante simples e a intenção do longa é nitidamente divertir, e Koepp sabe disso. Portanto, ele cria uma narração bem dinâmica, rápida e não perde tempo com dramas ou romances, o que interessa é o que está acontecendo no instante ali. Ele não segue uma linha cronológica e vai e volta no tempo mostrando tudo que aconteceu com cada personagem antes do ocorrido principal que desencadeou todos os problemas do filme. 

Enfim, “Perigo Por Encomenda” tem cara de filme para TV, e o fato de ter sido lançado direto para DVD aqui no Brasil foi certeiro. Um longa que combina para se ver em casa com os amigos e/ou a família reunida. Sem grandes pretensões, com um roteiro envolvente e uma direção competente, o filme vale a pena conferir. Quem curte ciclismo vai se envolver pra caramba com tudo que é mostrado aqui. Filme bacana!

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

UM DIVÃ PARA DOIS

Hope Springs/EUA
Ano: 2012 - Dirigido por: David Frankel

Sinopse: Kay (Meryl Streep) e Arnold Soames (Tommy Lee Jones) estão casados há 30 anos. O relacionamento entre eles caiu na rotina e há tempos não tem algum tipo de romantismo. Querendo mudar a situação, Kay agenda para ambos um fim de semana de aconselhamento com o dr. Feld (Steve Carell), que passa a lhes dar conselhos sobre como reavivar a chama da paixão.

David Frankel fez Meryl Streep cair na graça de todos os públicos em "O Diabo Veste Prada" e agora volta a trabalhar com a atriz num filme que fala de casamento, onde Streep interpreta uma esposa insatisfeita com a distância e a frieza de seu esposo, interpretado por Tommy Lee Jones e decide iniciar uma consulta terapêutica para recuperar o seu casamento. 

O filme possui um ritmo até lento se comparado com a direção de Frankel em "O Diabo Veste Prada". Um ritmo lento e melancólico que vai criando aquela angústia na gente nos fazendo sentir na pele o quão complicado está a situação do casamento dos protagonistas. E assim como o casal começa a se consultar com um psicólogo especializado em relacionamentos, "Um Divã Para Dois" funciona também como uma tele aula, onde até na sua metade temos uma sucessão de ensinamentos transmitidos de maneira bem didática ao público. 


Talvez o filme vá conquistar mais os casados, principalmente os que já estão há muitos anos juntos e que passaram ou estão passando pelos mesmos problemas do casal do filme. Esse tom cru e bem humano existente na obra, vai tocar no fundo de muitas pessoas que conhecem bem o que é viver um casamento frio sem o amor e a paixão do inicio. Casamentos estes que foram vencidos pelo tempo, pela rotina e o comodismo do parceiro. 

O time de atores de "Um Divã Para Dois" é outro fator notável no longa. Meryl Streep sabe bem fazer esse papel da mulher rejeitada, e aqui, mais uma vez, transmite com fervor suas emoções. Steve Carrell traz simpatia e esperança na pele do psicólogo. Já Tommy Lee Jones encontra o tom certo dosando bem o sarcasmo de seu personagem juntamente com sua vontade de ser diferente com a esposa. 


Portanto, "Um Divã Para Dois" vale a pena conferir. Sendo mais um drama do que uma comédia, o longa acerta por adentrar em mensagens certeiras aos casais. E vai fazer muita gente refletir.

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

O MONGE

Le Moine/FRANÇA
Ano: 2010 - Dirigido por: Dominik Moll

Sinopse: Uma criança é abandonada na escadaria do mosteiro dos Capuchinhos, no século XVII, na Espanha. Ela cresce seguindo os costumes dos monges e torna-se um dos mais importantes pregadores da fé. Ao mesmo tempo que seus discursos encantavam multidões, internamente, a fama e o "poder" de Ambrósio (Vincent Cassel) causavam uma relativa inveja entre seus pares. Seguro quanto as tentações e os poderes do Diabo, ele enfrenta a discordância para acolher Valério (Déborah François), vítima de um acidente, na instituição. Enquanto eventos misteriosos começam a acontecer no local, ele descobre que o jovem, que protege o rosto mutilado com uma máscara, tem o dom de aliviar a dor. Juntos, eles acabam formando uma sinistra parceria que mudará para sempre as suas vidas.


Ao ler a sinopse e vendo as imagens deste "O Monge" confesso que fiquei curioso em ver o filme, e também por ter um ator notável como Vincent Cassel protagonizando. Começando de forma instigante com um pedófilo no confessionário dizendo ao monge interpretado por Cassel que a ideia do ato foi da própria vítima, "O Monge" apresenta-se ali como um filme interessante onde lidará com tabus da sociedade dentro do ambiente da igreja católica. Algo como "O Padre", de 1994 fez. Porém, o filme começa a entrar em clichês e situações previsíveis que muda totalmente o clima mostrado nos minutos iniciais, transformando o longa numa fita descartável. 

Vincent Cassel interpreta um monge que foi abandonado na porta do monastério ainda bebê  cresceu com os monges e naturalmente seguiu o caminho da religião. Mostrando enorme talento para a pregação, com o tempo, acabou se transformando no mais respeitado monge da região fazendo crescer o trabalho da igreja e salvando muitas almas. 


Com isso, claro, "O Monge" vai entrar em assuntos como tentações e a sedução. Se na bíblia temos histórias de grandes líderes que caíram por causa do pecado, a ideia central do filme é justamente esta: a queda de um grande homem de Deus. A frase do poster "Ninguém está livre do pecado..." já sugere isso. Daí, vamos ter o uso da imagem da mulher como caminho para a perdição de todo homem. 

Dirigido por Dominik Moll, a ideia do filme, ainda que básica, é boa. Porém, o que prejudica são os caminhos que são tomados no decorrer dela. Tudo se transforma num típico drama onde desde o inicio já temos total conhecimento de como irá terminar. O filme é baseado num romance escrito por Matthew G. Lewis, publicado em 1796. Mas faltou imprevisibilidade a história, mudança de expectativa. Tudo é muito comum e previsível.

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

sábado, 5 de janeiro de 2013

TOP 10 - OS PIORES FILMES DO ANO DE 2012

Confira agora o meu TOP 10 dos PIORES FILMES LANÇADOS NOS CINEMAS BRASILEIROS EM 2012!

Abraço a todos!

Obs: A lista está em ordem alfabética.

01. AS AVENTURAS DE AGAMENON, O REPÓRTER

Nunca achei nada do “Casseta e Planeta” engraçado na televisão, muito menos quando decidiram ir para o cinema, e prova de que tal humor já não empolga mais os brasileiros foi o cancelamento do programa para este ano de 2013. Já tinha sido cancelado antes, voltou depois reformulado, mas não adiantou muito. Agora, ainda que não tenha “Casseta e Planeta” no título este “As Aventuras de Agamenon” é realizada pela mesma equipe do programa que, se deseja investir no humor pastelão, precisa aprender como se faz assistindo obras clássicas como “Apertem os Cintos o Piloto Sumiu” ou “Corra que a Polícia Vêm Aí”, e não criar uma sucessão de sketchs televisivos achando que o público irá aceitar numa boa.

“As Aventuras de Agamenom” talvez seja o pior filme lançado em 2012 e um dos piores que já vi em minha vida. O que Marcelo Adnet, que possui um talento para comédia excelente e um dom para improvisações notável, o que foi fazer aceitando estrelar este filme? Vai entender...

02. BATTLESHIP - A BATALHA DOS MARES

Adaptação do jogo de tabuleiro Batalha Naval, este "Battleship - A Batalha dos Mares" se inspira na franquia dos robôs alienígenas de Michael Bay e o diretor Peter Berg cria o seu Transformers Marítimo abusando de todo o tom desenfreado típico de Bay, uma ação mal filmada e câmeras tão tremulas e cortes tão rápidos que pouco entendemos o que realmente está acontecendo. Isso sem falar da relevância da história.  

03. CADA UM TEM A GÊMEA QUE MERECE

O grande vencedor do Framboesa de Ouro de 2012 e de todos os tempos, ganhando todos os prêmios, incluindo Pior Ator e Pior Atriz para Adam Sandler, “Cada Um Têm A Gêmea Que Merece” consegue ser a mais sem graça comédia de Sandler em anos. Sandler não consegue ser engraçado como mulher e aqui, reprisa piadas tão velhas que já não causa nenhum riso. 

E o que falar de Al Pacino? O “Poderoso Chefão” recebeu o Framboesa de Pior Ator Coadjuvante e, como os papéis vão ficando mais escassos com os anos, Pacino decide se reinventar, mas podia ter escolhido uma comédia melhor para se enveredar no gênero. No entanto, o único momento memorável de todo o filme é o número musical do ator no final, que mesmo não sendo bom, vale pela novidade já que nunca vimos Al Pacino fazer tão façanha antes.

04. COSMÓPOLIS

O pior filme de David Cronenberg que aqui complica o que é simples, e cria um filme arrastado e cansativo. O diretor fala, fala, fala, mas na realidade não fala nada. Uma avaliação do estado econômico do mundo hoje, mas realizada de maneira tão estilizada e intelectual que ao término passa mais vergonha por soar tão bobo. Uma perda de tempo e de bons atores, inclusive Pattinson que está bem no personagem.

05. A ERA DO GELO 4

Nenhum filme de “A Era do Gelo” é de fato uma obra prima, porém, tanto o primeiro quanto o segundo foram filmes bacanas que divertiam, tinham uma história e eram equilibrados. Porém, os sinais de esgotamento de ideias já começaram a ser vistos no terceiro e mais ainda neste quarto, que opta pelo exagero extremo fugindo da proposta inicial da série. Tudo já ficou claramente comercial, não tendo mais graça ou importância. Personagens que antes eram tão divertidos e simpáticos, neste quarto já soam bobos e chatos. E ainda o filme usa aquele velho clichê da filha rebelde que se separa do pai e que vai aprender a lição no final. Fala sério! Chega dessa série!

06. ESSE É O MEU GAROTO

Sandler mais uma vez marcando presença com um filme que, não supera em ruindade o das gêmeas, mas consegue ser ruim e sem graça em todos os sentidos também. Sandler está insuportável e sem graça e o resultado final é uma sucessão forçada de momentos que tentam ser engraçados. Mas... já viu né?

07. RESIDENT EVIL 5: RETRIBUIÇÃO

Outra série que foi mudando os rumos no decorrer de cada filme. Se começou como um exemplar eficiente de suspense, depois se transformou num típico exemplar de ação. Neste “Resident Evil 5” o diretor Paul W. S Anderson evolui na estética de vídeo game mas derrapa mais uma vez numa história pouco envolvente e em sequencias de ação cansativas e descartáveis. E depois de duas horas, quando o que realmente interessa começa, tudo é deixado para um próximo capitulo. Paciência...

08. A SAGA CREPÚSCULO: AMANHECER - PARTE 2

Nenhum filme dessa dita “saga” foi bom, mas aqui, toda a equipe decidiu assumir a galhofada que é a série transformando o filme numa comédia de si mesmo, com momentos ridículos e vampiros que parecem mais os X-Men do que realmente vampiros. Não vale a pena perder muito tempo falando desse filme, afinal, perdemos cinco anos acompanhando a franquia.

09. TÃO FORTE, TÃO PERTO

Não sei o que a Academia de Hollywood viu neste filme tão chato, novelesco e altamente pretensioso para fazer o público chorar. Uma história que lida com a dor da perda, fala de morte, superação, usa o 11 de Setembro como fundo e outros fatores que estão ali apenas para extrair uma lágrima. Porém, tudo é muito pesado, o protagonista é insuportável, a trilha é densa demais e a metragem é muito longa, mostrando que “Tão Forte, Tão Perto” só enrola, enrola e enrola. Esquecível totalmente!

10. UM HOMEM DE SORTE

Mais um filme baseado num livro de Nicholas Sparks e fiquei curioso para saber se os livros de Sparks são realmente clichês e previveis como este “Um Homem de Sorte”. Um romance que desde os 15 minutos iniciais já sabemos o que vai acontecer no final, e o pior é que o desenrolar é tão parado e arrastado que o casal protagonista fica cada vez mais desinteressante de acompanhar. Sem falar que os dois atores não possuem nenhuma química juntos. 

Zac Efron, que protagoniza, está até bem, o problema é o filme que, além de um ritmo lento, abusa das músicas melancólicas e, para embelezar mais, é recheado de paisagens de cartão postal. Porém, se o romance fosse aquele romance arrebatador... como “Diário de Uma Paixão” é, aí sim valeria a pena. Mas... não é isso que acontece.

Comentários por Matheus C. Vilela

Confira o TOP 10 dos MELHORES FILMES DO ANO, aqui!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

VIZINHOS IMEDIATOS DE TERCEIRO GRAU

Neighborhood Watch/EUA
Ano: 2012 - Dirigido por: Akiva Schaffer

Sinopse: Moradores de um vilarejo pacato, Evan (Ben Stiller), Bob (Vince Vaughn), Franklin (Jonah Hill) e Jamarcus (Richard Ayoade) estão revoltados com a onda de assassinatos que ocorre no local. Diante da imobilidade dos policiais, eles decidem formar uma patrulha de vizinhos para encontrarem de uma vez por todas o responsável pelos crimes. Mas eles mal sabem que existem alienígenas infiltrados entre os cidadãos, e que a batalha para manter a paz na cidade será também um desafio interplanetário, entre humanos e extraterrestres.


Definitivamente o nome em português serve apenas para fazer referência ao clássico filme de Et´s de Spielberg “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, já que em relação ao filme basicamente não têm a menor lógica para tal tradução. No entanto, o título não é problema e confesso que curti esta nova comédia de Ben Stiller, Vince Vaugh e Jonah Hill, ainda que não seja uma das mais divertidas comédias da carreira desses atores, o filme envolve e consegue nos levar com um bom ritmo. 

O filme possui, obviamente, muitas referências a filmes de alienígenas. Referências sutis, mas que estão ali bem discretas. Um fator interessante é que o longa não busca em nenhum momento ter um humor pastelão e leva muito a sério as suas partes de suspense conseguindo de fato causar certa apreensão e entusiasmo. E na hora que precisa ser divertido, “Vizinhos Imediatos de Terceiro Grau” também consegue, sempre com equilíbrio e sem perder o rumo. 


Enfim, nada de impressionante ou para entrar para a história, mas uma comédia leve que diverte, possui seus momentos bem engraçados e outros que prendem totalmente a nossa atenção. Os conflitos dramáticos dos personagens em si são básicos e resolvidos de maneira simples sem grande aprofundamento, mas nada que atrapalhe a diversão. Vale a pena conferir!

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

FLORES DO ORIENTE

Jin líng shí san chai/CHINA
Ano: 2011 - Dirigido por: Zhang Yimou

Sinopse: Durante a segunda guerra entre China e Japão, em 1937, o agente funerário John Miller (Christian Bale) chega a uma igreja católica para providenciar o enterro de um padre. Uma vez lá, ele se depara com jovens estudantes de um convento e prostitutas de um bordel próximo do local. Inicialmente, Miller se revela um sujeito egoísta e desinteressado com o conflito existente, mas com o passar do tempo assume a responsabilidade de proteger os dois grupos tão diferentes. Ele terá que lidar ainda com o pânico provocado pelos constantes ataques do brutal exército japonês, enquanto pensa numa forma de fugir de lá.


O diretor Zhang Yimou é um dos mais renomados diretores chineses e em suas obras toda a construção artística é belíssima e de encher os olhos, a exemplo dois de seus filmes mais aclamados como “O Clã das Adagas Voadoras” e “Herói”. Neste “Flores do Oriente” ele entra no ambiente da guerra. Temos como pano de fundo o Massacre de Nanquim, onde os japoneses invadiram a cidade da China dominando-a e realizando um dos massacres mais sangrentos já ocorridos no oriente. Ali, teremos a luta de sobrevivência de jovens estudantes de um convento e de prostitutas da região onde terão como protetor o agente funerário John Miller (interpretado por Christian Bale), que de começo mostra-se desinteressado e apático, mas com o agravamento da situação vira a figura chave para o salvamento dessas pessoas. 

Assim como é costume na carreira do diretor Zhang Yimou, a qualidade da produção de “Flores do Oriente” não é diferente dos seus demais trabalhos. Contando com uma fotografia amarronzada ressaltando a destruição e a situação caótica de Nanquim, o diretor também filma sempre de maneira envolvente e empolgante as sequencias de guerra, e vai despertando cada vez mais o nosso interesse de chegar ao final e saber o que vai acontecer. 


No entanto, apesar de tudo ser muito bonito visualmente e envolvente de se assistir, o filme também não é uma maravilha. Possui algumas coisas que me incomodaram muito, como por exemplo, o altamente exagerado drama do filme, que em muitos momentos soa cartunesco e novelesco demais, assim como certas cenas com excessos de detalhes coloridos trazendo um ar piega à emoção da película. Ou seja, excesso de sentimentalismo em partes que deveriam emocionar, assim como diálogos didáticos ao extremo forçando a mão para que sintamos pena dos personagens. 

O roteiro é baseado no romance The 13 Women of Nanjing, do autor chinês Yan Geling, e claro, no famoso Massacre de Nanquim. E ainda que tenha os problemas que citei anteriormente, “Flores do Oriente” não é um filme ruim de assistir, pois, assim como disse no segundo paragrafo, ele envolve e desperta o nosso interesse de saber como tudo ali irá terminar. E destaco a atuação de Christian Bale, cujo talento é incontestável. 


Portanto, vale a pena conferir “Flores do Oriente”. Esta longe de ser um trabalho memorável do diretor Zhang Yimou, mas também não é descartável. Bom!

Nota: «««««

Comentários por Matheus C. Vilela

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

OS MERCENÁRIOS 2

The Expandables/EUA
Ano: 2012 - Dirigido por: Simon West

Sinopse: O grupo de mercenários liderado por Barney Ross (Sylvester Stallone) se une para uma nova empreitada. Após perderem um amigo assassinado pelo temido Vilain (Jean-Claude Van Damme), a turma embarca em uma jornada em busca de vingança. Ao mesmo tempo, recebem a missão de Church (Bruce Willis) de evitar de Vilain coloque as mãos em uma quantidade impressionante de plutônio enriquecido, que possibilitaria a produção de armas nucleares. Ross contará com a ajuda de Christmas (Jason Statham), Gunner (Dolph Lundgren), Hale (Terry Crews), Toll (Randy Couture) e Trench (Arnold Schwarzenegger), isso sem falar no misterioso Booker (Chuck Norris).


Em 2010 tivemos uma reunião inédita no cinema. Sylvester Stallone dirige, estrela e produz “Os Mercenários” onde ele conseguiu reunir grandes nomes do cinema de ação “testosterona” para deleite de nós marmanjos. Onde já vimos o Rambo, o Exterminador e John McLaine juntos numa mesma cena? Só em “Os Mercenários”! E devido ao grande sucesso do filme era mais do que evidente que seria feita uma continuação, e com isso, Sylvester Stallone melhora o grupo de atores icônicos colocando Jean-Claude Van Damme e Chuck Norris (que não estiveram no longa anterior) no filme. E atores que apenas fizeram pequenas participações no primeiro, como Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger, neste segundo ganham muito mais espaço em tela. Melhor pra gente! 

Confesso que nem me lembro da história de “Os Mercenários 2” e nem fui interessado em saber qual era. Minha intenção com o filme era se divertir com todos esses astros nunca antes reunidos em um filme, e cada um, ainda que já velhos, conseguem mostrar o porquê de serem os ícones do gênero. Claro que tiveram ajuda de maquiagem, trucagens de iluminação e alguns efeitos para amenizar os sinais da idade, porém, isso passa sem a mínima importância e o fato de termos numa mesma sequencia Stallone, Willis, Norris, Schwarzenegger, Van Damme e Dolph Ludgren é a realização de um sonho. 


Este “Os Mercenários 2” ele mesmo se assume uma brincadeira. Durante todo o decorrer as piadas sobre a idade dos protagonistas e principalmente as inúmeras brincadeiras que estes fazem remetendo aos filmes clássicos de cada um só faz a nostalgia ganhar espaço e o envolvimento com o filme ser ainda maior. O melhor é sem dúvida as brincadeiras com Chuck Norris, que tira sarro de sua própria imagem de o “deus da ação”. 

Portanto, “Os Mercenários 2” é um dos filmes lançados em 2012 que melhor conseguiu cumprir sua proposta. Melhor que o primeiro, o longa merece ser visto. As cenas de ação em si não são grande coisa e nada de original, porém, o que dá o brilho e a empolgação ao filme é por termos esta reunião de grandes astros da ação, pois se “Os Mercenários”, tanto este quanto o primeiro, fosse um filme de ação com atores desconhecidos ou sem esses icônicos atores juntos, sem dúvida passaria batido apenas como mais um exemplar do gênero. Mas com que frequência você assiste uma luta corpo a corpo entre Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme? Pois é... 


Já foi confirmado o terceiro e agora resta esperar para sabermos quais serão os novos astros a entrar nesse time. Ansioso!

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela