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terça-feira, 15 de outubro de 2013

GRAVIDADE

Gravity-EUA
Ano: 2013 - Dirigido por: Alfonso Cuáron
Elenco: Sandra Bullock, George Clooney

NOTA: «««««

Sinopse: Matt Kowalski (George Clooney) é um astronauta experiente que está em missão de conserto ao telescópio Hubble juntamente com a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock). Ambos são surpreendidos por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite por um míssil russo, que faz com que sejam jogados no espaço sideral. Sem qualquer apoio da base terrestre da NASA, eles precisam encontrar um meio de sobreviver em meio a um ambiente completamente inóspito para a vida humana.


Vamos sem rodeios: “Gravidade” é fenomenal! Em seu sétimo filme como diretor, o mexicano Alfonso Cuáron consegue não só mostrar a beleza do espaço como poucas vezes foi vista com tanta minúcia e detalhes, como consegue fazer o público se contorcer na cadeira desesperado torcendo para que a personagem de Sandra Bullock consiga voltar para a Terra viva. 

Basicamente a história de “Gravidade” fala sobre sobrevivência. Assim como já tivemos filmes com personagens lutando para sobreviver em alto mar, nas florestas mais densas e fechadas do planeta, ou em lugares onde o frio é extasiante, Cuáron faz aqui o seu filme de sobrevivência no espaço, um local onde cada segundo, cada movimento é crucial e relevante. 


Na trama, Matt Kowalski (George Clooney) é um astronauta veterano que está numa missão de conserto do telescópio Hubble juntamente com a doutora Ryan Stone (Sandra Bullock). A equipe é surpreendida por uma chuva de destroços decorrente da destruição de um satélite, e Matt e Ryan são jogados a mercê no espaço sideral. 

O primeiro grande acerto de Alfonso Cuarón foi se preocupar com o ambiente transformando o espaço em um personagem fundamental no filme. Os planos abertos do diretor mostrando a grandiosidade da Terra e o quanto são insignificantes os personagens de Bullock e Clooney diante daquela imensidão, funciona para criar um clima claustrofóbico que vai crescendo a cada tentativa dos personagens de se manterem vivos, principalmente a protagonista interpretada por Bullock. Sequencias, aliás, que lembram o clássico absoluto da ficção cientifica “2001 – Uma Odisseia no Espaço”, principalmente a sequencia inicial. 


Daí tenho que elogiar logo em seguida a estupenda produção. A fotografia de “Gravidade” feita por Emmanuel Lubezki é sublime e ressalta toda a beleza e grandiosidade daquele ambiente. Os efeitos especiais já entram na lista dos indicados ao Oscar por tamanha perfeição. E o 3D é usado com equilíbrio favorecendo nossa imersão no filme e nos colocando diante do desespero da doutora Ryan Stone. 

Sandra Bullock e George Clooney, os únicos a aparecerem no filme, também estão excelentes. Clooney entrega todo o seu charme e estilo criando um personagem carismático que de imediato ganha a simpatia do público. Mas “Gravidade” é de Sandra Bullock! Entrando no time de protagonistas femininas fortes e determinadas, o roteiro de Alfonso Cuáron, com o seu irmão Jonás Cuáron busca, ao longo do filme, trazer maior profundidade a doutora Ryan Stone criando diálogos onde passamos a conhecer um pouco do seu passado, o que abrange nosso interesse por sua pessoa e em querer que ela chegue viva no final. E Sandra Bullock transmite com maestria os ressentimentos de sua personagem, e principalmente o desespero de estar vivendo aquele momento agoniante no espaço. Tenho total certeza que a segunda indicação ao Oscar da atriz está mais do que garantida! 


Obviamente, que há as incongruências com a realidade mas nada disso vêm ao caso ou atrapalha o êxito do filme. Creio que a maioria das pessoas não vão notar tais detalhes, pois, como falei, são detalhes. Portanto, “Gravidade” supera as expectativas e Alfonso Cuáron consegue produzir um suspense eletrizante e eficiente, e ao mesmo tempo uma ficção que traz, como nunca antes visto nos tempos atuais, a beleza e grandiosidade do espaço colocando-o como elemento fundamental desse que é um dos melhores e mais belos filmes do ano. Vale muito a pena!

Comentário por Matheus C. Vilela

terça-feira, 8 de outubro de 2013

APOSTA MÁXIMA

Runner, Runner-EUA
Ano: 2013 - Dirigido por: Brad Furman
Elenco: Ben Affleck, Justin Timberlake, Gemma Arterton

NOTA: «««««

Sinopse: Ritchie (Justin Timberlake) luta para concluir sua universidade, mas tem problemas para arcar com as despesas do curso. Ele acaba entrando de cabeça no mundo das apostas online de pôquer. Antes ele apenas apresenta o jogo para outras pessoas, mas também acaba jogando para conseguir dinheiro. Ele perde tudo, mas está convencido de que foi passado para trás. É aí que decide visitar a Costa Rica e pressionar o executivo Ivan Block (Ben Affleck). Impressionado com o jovem, o empresário acaba acolhendo Ritchie em seu negócio.


Minha expectativa estava alta para com este “Aposta Máxima” principalmente, confesso, por causa de Ben Affleck. Toda a repercussão mundial por causa da sua escolha para encarnar o próximo Batman no cinema resultou em mim uma ansiedade latente de olhar com mais critério para Ben Affleck como ator, principalmente durante essa fase ótima que vem passando. E o que me chamou a atenção foi ver que neste filme Affleck interpretaria um chefão da máfia de jogos refugiado na Costa Rica que faria contraste com o jovem Justin Timberlake. Oportunidade de ouro para ver o ator num papel de vilão antes de vestir o manto do morcego justiceiro. 

Dirigido por Brad Furman, que estreou na direção em 2007 com “The Taken” e depois fez o excelente “O Poder e a Lei”, este seu terceiro trabalho Furman perde a mão e não consegue empolgar e muito menos oferecer dinamismo a trama. O excesso de clichês e situações previsíveis presentes no roteiro apenas mostra a explícita falta de interesse dos roteiristas Brian Koppelman e David Levien (ambos que escreveram o roteiro do empolgante “Onze Homens e Um Segredo”) em não buscar se aprofundar na trama e criar algo complexo e inteligente. As reviravoltas são apressadas e repentinas. Ora estamos em algo, e abruptamente já estamos presenciando outro acontecimento inesperado, mas inesperado de um jeito mal construído que causa mais estranheza do que impacto. Exemplo disso é determinado momento em que Affleck aparece com um dos chefes policiais que pagava propina, amarrado e rendido pelos seus homens prestes a ser jogado para crocodilos, sendo que instantes antes este havia sido mostrado como uma pessoa influente e perigosa para Affleck, o que quebra totalmente a imagem construída do tipo, mostrando ser um personagem banal para o público. Além de não ajudar em nada na imagem bad ass que Affleck tenta criar. 


O que temos neste “Aposta Máxima’ é um filme que aposta todas as cartas no carisma de seus dois atores principais, aproveitando a ótima fase dos dois, e poder assim, faturar alto nas bilheterias. Fora isso, não temos nada de marcante ou bem desenvolvido no filme. Tanto Timberlake quanto Affleck são prejudicados ficando ambos bem distantes do público, que não consegue se identificar com nenhum deles e muito menos comprar a história. 

Por fim, temos um filme insosso e nada empolgante. Dirigido nas coxas com uma história clichê e desenvolvida da forma mais comum possível. “Aposta Máxima” é uma decepção! Não precisava ser uma obra prima, ou algo dos mais originais, mas nem mesmo como diversão o filme é competente. Fraquíssimo!

Comentário por Matheus C. Vilela

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

TOP 10 - PIORES FILMES DO VERÃO NORTE AMERICANO 2013

A temporada conhecida como "Verão Norte Americano" é o periodo onde Hollywood aproveita que as escolas estão de férias para lançar nos cinemas as super produções tão aguardadas pelo mundo inteiro. Neste ano curiosamente os maiores sucessos foram filmes de baixo orçamento que surpreenderam nas bilheterias, enquanto filmes acima de 100 milhões de custo, resultaram em grandes prejuizos.

Confira abaixo o TOP 10 dos PIORES FILMES DO VERÃO NORTE AMERICANO 2013 do blog Lyons Movie Set para os filmes lançados aqui no Brasil entre MAIO e AGOSTO de 2013.

Poste um comentário apresentando também os seus 10 Piores Filmes da Temporada do Verão Norte Americano 2013!

Obs: A lista está em ordem alfabética.


01. AMOR PLENO 


Gosto muito de Terrence Malick, mas prefiro Malick antes de 2000 em seus primeiros trabalhos onde ele tinha algo a passar. “A Árvore da Vida” foi o começo dessa fase existencialista e cheia de contemplação do diretor. Mas ao contrário de “A Árvore da Vida”, que não acho uma obra prima, mas gosto muito, este “Amor Pleno” é uma sucessão de sequências contemplativas e de puro vazio narrativo. Além de ser um desperdício de excelentes atores e uma produção estupenda, pois no fim, “Amor Pleno” nunca chega a lugar algum e não consegue impressionar ou impactar como geralmente Malick consegue. Pena! 

02. BLING RING – A GANGUE DE HOLLYWOOD 


Os únicos filmes dignos de nota de Sofia Copolla são os seus dois trabalhos iniciais, “As Virgens Suicidas” e principalmente “Encontros e Desencontros”, que é o seu melhor. O resto, não passa de uma diretora que maquia suas fraquíssimas histórias com uma produção rebuscada e enrola o público querendo dizer algo, mas que nunca diz nada. Este “Bling Ring – A Gangue de Hollywood” é um desses trabalhos que enrola, enrola e enrola, e nunca transmite nada de diferente do que foi mostrado no inicio. 

Leia a crítica do filme AQUI!

03. DEPOIS DA TERRA 


“Depois da Terra” foi uma das grandes decepções deste ano, não apenas de bilheteria, mas também de conteúdo. Segundo filme de Will Smith com seu filho Jaden Smith, agora é o pai cedendo espaço ao filho e querendo torná-lo o próximo Will Smith do cinema. Impossível! Jaden não possui o carisma do pai para segurar um filme, e a história deste “Depois da Terra” é cansativa, lenta e nada empolgante. Dirigido por um diretor cada vez mais decadente, M. Night Shyamalan, “Depois da Terra” é um conjunto de ideias mal construídas e executadas. 

Leia a crítica do filme AQUI!

04. FAROESTE CABOCLO 


Este ano foi uma decepção para Renato Russo. Os dois filmes envolvendo sua pessoa foram decepcionantes. O primeiro, menos ruim, foi “Somos Tão Jovens” que narra a adolescência do cantor de forma manipuladora e amenizada. Mas pior ainda é este “Faroeste Caboclo”, baseado na música homônima de Renato Russo que relata em nove minutos a vida conturbada de João de Santo Cristo. O resultado do filme é um trabalho aquém do esperado, com uma história longe de criar empolgação e muito menos interesse para com os personagens. Sem falar, que pouco senti o espírito da música de Renato Russo na fita, que passa distante mudando os acontecimentos da música e usando apenas o nome para vender melhor o filme. 

Leia a crítica do filme AQUI!

05. TODO MUNDO EM PÂNICO 5 


Não terminei de assistir a “Todo Mundo em Pânico 5”. Vi menos de uma hora e duvido muito que o filme vá melhor depois disso. A série já deu o que tinha que dar e este, mais do que os outros, é uma composição de piadas forçadas e repetitivas que já cansamos de ver nos demais filmes e em outras comédias pastelão. A única diferença é que elas acontecem com personagens diferentes. Detestável! 

06. O CASAMENTO DO ANO 


Outro filme que desperdiça um elenco de primeira encabeçado por Robert De Niro, Diane Keaton e Susan Surandon é este "O Casamento do Ano", uma comédia romântica vazia, previsível onde nem os clichês são bem usados a favor do filme. O efeito é o oposto e o que temos é uma das mais banais e chatas comédias românticas desse ano. 

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07. O CAVALEIRO SOLITÁRIO 


Esse não foi um bom ano para Will Smith, cujos filmes são sinônimos de sucesso e altas bilheterias, e muito menos para Johnny Depp, outro ator sinônimo de sucesso e boa bilheteria. Produção da Disney e feita pelo mesmo diretor, produtor, roteiristas e ator do arrasa quarteirão “Piratas do Caribe”, a fórmula que deu certo nos filmes dos bucaneiros não surtiu o mesmo efeito aqui, neste longa baseado no seriado “The Lone Ranger” da década de 30 e 40, na época conhecido no Brasil como “Zorro”. O filme possui um último ato inspirado e memorável com uma sequência espetacular com dois trens ao som da famosa música usada no seriado, porém, isso é apenas no final, até lá temos um pouco mais de duas horas sem grandes acontecimentos, um ritmo insosso e lento e um Johnny Depp, que aqui, repete absolutamente tudo do seu pirata Capitão Jack Sparrow. A maior decepção deste ano para mim! 

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08. O ÚLTIMO EXORCISMO – PARTE 2 


Não sou um grande fã do primeiro filme “O Último Exorcismo”, lançado em 2010 e que foi um grande sucesso nos cinemas, onde utilizava a ideia da “câmera amadora” que virou moda após “Atividade Paranormal”. Mas ainda assim, a Parte 1 possui certa originalidade e algo que, em comparação com este segundo, torna-o bem melhor. Esta continuação deixa de lado a câmera amadora e no fim, não passa de um genérico do gênero abusando de clichês e com um final exagerado que abre caminho para um terceiro filme. 

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09. SEM DOR, SEM GANHO 


Michael Bay é um diretor massacrado pela crítica, mas com filmes que sempre fazem sucesso. Bay já virou sinônimo de brincadeiras e é um caso sempre avaliado a parte. Mas isso não tira os problemas de seus filmes. Bay possui um olhar ótimo para cenas grandiosas criando sequências belíssimas, e é um diretor que, apesar de tudo, criou o seu estilo próprio mostrando ter personalidade. Mas o grande problema de Bay é que ele sempre exagera na metragem abusando da paciência do público com historias que poderiam ser contadas em uma hora e meia ou menos. Este “Sem Dor, Sem Ganho” é um exemplo disso. Um filme que funciona no começo, mas após quarenta minutos já mostra sinais de desgaste resultando em algo cansativo e sem graça. 

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10. GENTE GRANDE 2 


Adam Sandler é outro que é bombardeado pela crítica especializada e amado pelo público. Seus filmes geralmente são sucessos, e “Gente Grande”, de 2010, foi um desses casos. Obviamente que não precisava de uma continuação já que o primeiro não possui nada para ser abordado em mais de um filme. Confesso que até me diverti com o primeiro, mas este segundo é detestável com momentos longos e piadas que se repetem.

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Comentários por Matheus C. Vilela

terça-feira, 1 de outubro de 2013

R.I.P.D - AGENTES DO ALÉM

R.I.P.D-EUA
Ano: 2013 - Dirigido por: Robert Schwentke
Elenco: Jeff Bridges, Ryan Reynolds, Kevin Bacon

NOTA: «««««

Sinopse: Nick Walker (Ryan Reynolds) é um policial que morreu recentemente. Para sua surpresa, sua alma foi enviada para o Departamento Descanse em Paz, uma espécie de agência que trabalha às escondidas na Terra. Devido à sua experiência, Nick logo é enviado de volta à Terra para trabalhar ao lado do veterano Roy Pulsipher (Jeff Bridges). Juntos, eles precisam encontrar o assassino de Nick.


Baseado na HQ de Peter Lenkov, Lucas Marangon e Randy Emberlin, “R.I.P.D – Agentes do Além” é uma daquelas decepções ainda mais frustrantes por possuir um potencial imenso e tudo ser jogado fora ao longo de 90 minutos. Confesso que não li a HQ, mas como cinema, o material do longa tinha tudo para se tornar uma nova franquia de aventura e comédia. Primeiro por possuir uma trama interessante envolvendo um mundo paralelo com alta infra estrutura responsável pelo afastamento dos mortos do mundo dos vivos, e os responsáveis por tal tarefa são os chamados R.I.P.D, policiais mortos contratados pelo intitulado Rest In Piece Department (Departamento Descanse em Paz) para prender os “desmortos” (como são chamados) fugitivos escondidos no nosso mundo. 

Dirigido por Robert Schwentke, que dirigiu “Plano de Voo” e mais recentemente “Red – Aposentados e Perigosos”, Schwentke mais uma vez mostra-se um diretor sem personalidade. Apesar dos efeitos de câmera e filmagem usados com a intenção de deixar o filme mais animado, é impossível não comparar toda a estrutura do filme com outra franquia de fantasia chamada “M.I.B – Homens de Preto”. Obviamente que há certas semelhanças na história, mas não precisava adotar o mesmo tom e estilo narrativo como se tivéssemos assistindo uma ramificação de M.I.B. 


Mas o principal problema de “R.I.P.D” está no roteiro escrito por Phil Hay e Matt Manfredi, que mostra-se ainda mais sem personalidade que seu diretor. Não aproveitando os elementos do universo e explicando muito mal e de forma confusa como funciona essa interação entre o mundo dos vivos e dos mortos, deixando muitos porquês na cabeça, o roteiro busca o caminho mais fácil adotando uma estrutura clichê e previsível do inicio ao fim. Personagens mal explorados e colocados ali para resoluções cômodas do roteiro, nunca conseguimos nos identificar com nenhum, principalmente com a dupla protagonista, que soa tão vazia e nada interessante. 

Ryan Reynolds e Jeff Bridges mostram ter química juntos e a interação dos dois atores, com um roteiro melhor, seria sensacional. E mesmo com a superficialidade de cada um deles, ainda sim, devido ao talento e carisma dos próprios atores, conseguimos nos envolver em alguns momentos onde tanto Bridges quanto Reynolds funcionam. 


Entretanto, “R.I.P.D – Agentes do Além” é um desperdício de ótimos atores e um material com grande potencial para um excelente filme. Pena que Hollywood tem o costume de destruir o que faz optando sempre pelo caminho mais fácil com roteiros padronizados e esquemáticos. Com o fracasso nas bilheterias, pouco provável que veremos um continuação de “R.I.P.D”. E se for pra ver mais do mesmo ou o que foi mostrado aqui, é melhor que seja assim.

Comentário por Matheus C. Vilela

FAMÍLIA DO BAGULHO

We´re The Millers-EUA
Ano: 2013 - Dirigido por: Rawson Marshall Thurber
Elenco: Jason Sudeikis, Jennifer Aniston, Emma Roberts

NOTA: «««««

Sinopse: Após ser roubado, o traficante de meia tigela David Clark (Jason Sudeikis) é obrigado por seu chefe, Brad Gurdlinger (Ed Helms), a viajar até o México para fechar uma negociação envolvendo um grande carregamento de maconha. Para tanto David precisa formar uma família de mentira e com isso convida a stripper Rose O'Reilly (Jennifer Aniston) para ser sua falsa esposa. A delinquente Casey (Emma Roberts) e o virgem Kenny (Will Poulter) logo entram no plano e juntos eles formam os Miller, que aparentemente estariam fazendo uma pacata viagem rumo ao México a bordo do trailer da família. Entretanto, ao longo do caminho os antigos hábitos voltam à tona e nem tudo sai como o planejado.


“Família do Bagulho” é uma das melhores comédias já feitas por Jennifer Aniston em anos. E não digo isso como se o filme fosse algo ruim que conseguiu superar as geralmente fracas comédias da atriz, mas de fato, “Família do Bagulho” é muito bom e cumpre com competência sua proposta. 

Dirigido por Rawson Marshall Thurber, que dirigiu o sucesso “Com A Bola Toda”, Thurber faz aqui o seu melhor trabalho num filme que aproveita bem o seu elenco e principalmente as situações apresentadas, criando momentos hilários com piadas certeiras. 


Comédia, como sempre, é algo relativo e depende muito de cada um. Mas a ideia de colocar uma “família” contrabandeando maconha proporciona momentos memoráveis, e ao explorar as caracteristicas de cada um dos personagens, o longa não deixa a peteca cair e consegue nos fazer se interessar por cada um deles. 

Há os momentos melodramáticos onde os personagens vão se perdoar e unir-se, mostrando o lado bom de cada um e resumindo o filme a sua mensagem central que é: todos queremos uma família! 


Família do Bagulho” funciona muito bem, tanto por causa do seu elenco quanto por suas situações improváveis. Se o objetivo de uma comédia e te fazer rir, ao menos eu posso dizer que “Família do Bagulho” cumpre e muito bem o seu objetivo.

Comentário por Matheus C. Vilela

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

TOP 10 - MELHORES FILMES DO VERÃO NORTE AMERICANO 2013

A temporada conhecida como "Verão Norte Americano" é o periodo onde Hollywood aproveita que as escolas estão de férias para lançar nos cinemas as super produções tão aguardadas pelo mundo inteiro. Neste ano curiosamente os maiores sucessos foram filmes de baixo orçamento que surpreenderam nas bilheterias, enquanto filmes acima de 100 milhões de custo, resultaram em grandes prejuizos.

Confira abaixo o TOP 10 dos MELHORES FILMES DO VERÃO NORTE AMERICANO 2013 do blog Lyons Movie Set para os filmes lançados aqui no Brasil entre MAIO e AGOSTO de 2013.

Poste um comentário apresentando também os seus 10 Melhores Filmes da Temporada do Verão Norte Americano 2013!

Obs: A lista está em ordem alfabética.    


01. ANTES DA MEIA NOITE 


Os melhores filmes da carreira do diretor Richard Linklater foram os que integram a trilogia Antes do Amanhecer. Seqüências longas e mostrando de forma crível e tocante o relacionamento do casal Celine (Julie Delpy) e Jesse (Ethan Hawke), “Antes da Meia Noite” é um encerramento magistral dessa trilogia que a cada filme é uma nova etapa na vida desses personagens. Se no primeiro eram dois adolescentes vivendo uma intensa paixão, no segundo se reencontram depois de anos e uma chama reacende entre ambos resultando neste terceiro filme onde os dois se casaram. Foram quase vinte anos acompanhando o amadurecimento de Jesse e Celine nessa que é uma das melhores trilogias de Hollywood. Merece ser visto! 

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02. CÍRCULO DE FOGO 


Grande homenagem de Guillermo Del Toro a filmes como “King Kong” e principalmente a “Godzilla”, filme de 1954 e sua grande inspiração para este “Círculo de Fogo”. A super produção é um deleite de cenas empolgantes envolvendo embates entre robôs e monstros gigantes no meio do mar, debaixo do oceano, no céu, dentro da cidade o que resulta em um dos blockbusters mais divertidos deste ano. Os efeitos especiais também é um dos melhores do ano e vejo grandes chances de uma vaga no Oscar da categoria em 2014. 

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03. INVOCAÇÃO DO MAL 


James Wan vem criando uma carreira sólida como diretor principalmente no gênero de terror/suspense. Dirigiu o primeiro “Jogos Mortais”, que foi um grande sucesso resultando em mais seis filmes, fez também outro sucesso chamado “Sobrenatural” e agora realiza este que é o seu melhor trabalho na carreira intitulado “Invocação do Mal”. Trabalhando maravilhosamente bem com o subconsciente do público, buscando criar momentos de pura tensão mostrando muito pouco, Wan cria um filme intrigante e assustador. Além de muito bem dirigido e com um elenco bastante competente. Ainda que no final “Invocação do Mal” se atrapalhe, ainda assim, é o melhor suspense do ano e um dos melhores da temporada do verão norte americano. 

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04. O GRANDE GATSBY 


É um filme que divide opiniões. Adaptado do romance homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald, “O Grande Gatsby” já teve diversas adaptações para o cinema ao longo dos anos e nenhuma que resultou em aplausos por parte da crítica. O filme mais lembrado é o de 1977 com Robert Redford e Mia Ferrow no elenco. No entanto, dentre todas as adaptações, particularmente gostei muito desta versão comandada por Baz Luhrmann (de “Moulin Rouge!”). Luhrmann, com seus takes rápidos e edição desenfreada, mostra um visão exarcebada da sociedade consumista da década de 20, detalhe muito explorado no livro de Fitzgerald e que aqui, ganha o brilho de Luhrmann com todo o seu frenetismo e cenários envolto de cores vivas e uma trilha sonora fora do seu tempo. O resultado final é a melhor adaptação já feita do romance de Fitzgerald e um filme envolvente e emocionante. 

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05. O HOMEM DE AÇO 


Sou grande fã do primeiro filme do Superman de 1978 mas não como uma adaptação de quadrinhos, mas como cinema de aventura. Particularmente os filmes do Superman sempre trataram o personagem de maneira bastante infantil e com os anos resultaram em alguns filmes vergonhosos e cheios de resoluções oportunistas. Os melhores foram apenas os dois primeiros, principalmente o clássico dirigido por Richard Donner. Após a vergonhosa tentativa de trazer o Superman para as novas gerações com “Superman – O Retorno” de 2006, que buscava manter o tom dos antigos numa época totalmente diferente das décadas de 70 e 80, esta nova versão de Christopher Nolan e David S. Goyer (que fizeram a trilogia “Batman – O Cavaleiro das Trevas”) dirigida por Zach Snyder (de “300” e “Watchmen”) traz elementos interessantes e lida com o personagem de maneira mais humana e realista. Claro que há problemas, mas o resultado final é um filme competente que apresenta bem o Homem de Aço e que abre uma grande porta para outros filmes. 

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06. O LUGAR ONDE TUDO TERMINA 


Derek Cianfrance dirigiu um dos melhores filmes dessa última década chamado “Namorados Para Sempre”, que tratava de maneira incisiva e não muito feliz a decadência de um casamento ao longo dos anos. Em seu segundo trabalho Cianfrance faz, do mesmo modo, um filme forte dramaticamente que baseia a vida em: atitudes! Apresentando três histórias seqüenciais, “O Lugar Onde Tudo Termina” é uma grata surpresa e um filme cujo resultado é uma angústia com pingos de esperança. Excelente! 

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07. ALÉM DA ESCURIDÃO - STAR TREK


Nunca fui fã de Star Trek, nem dos seriados antigos, muito menos da nova geração. Mas curti e muito o filme “Star Trek” de 2009 onde o diretor J. J Abrams revigorava a franquia trazendo novos ares e mantendo muito coisa fiel ao material original. Com este “Além da Escuridão - Star Trek”, Abrams mantém a vitalidade do filme de 2009 e cria seqüências de ação empolgantes e traz o clássico vilão Khan, numa interpretação magistral de Benedict Cumberbacth. E neste, mais do que nunca, há várias homenagens e referências aos filmes antigos, principalmente a “Star Trek – A Ira de Khan”, de 1982. Um deleite aos já fãs de Star Trek, e principalmente ao público que não é fã ou desconhece o universo. Vale muito a pena! 

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08. TERAPIA DE RISCO 


Steven Soderbegh é um dos diretores mais versáteis de Hollywood atualmente. Já embarcou em aventuras como a trilogia iniciada por “Onze Homens e Um Segredo”, em dramas como “Confissões de Uma Garota de Programa” ou “Magic Mike”, em comédia com “O Desinformante!”, em ação com “A Toda Prova” e agora embarca no suspense com este “Terapia de Risco”. Com uma leve crítica a indústria farmacêutica, Soderbegh acerta por conseguir surpreender a todos com reviravoltas impressionantes e personagens que, aparentemente uma coisa, no fim, se mostram outra. Com clima tenso e ritmo empolgante, Soderbergh mantém sua eficácia como diretor neste excelente filme. 

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09. UNIVERSIDADE MONSTROS 


Não tem jeito, pra mim a maior surpresa que tive nesta temporada do verão norte americano foi "Universidade Monstros". Por mais que eu seja fã incondicional da Pixar, desde “Carros 2” meu temor aumentou com relação as continuações que o estúdio vem realizando. A Pixar nunca foi de fazer sequencias, e depois da sua compra pela Disney, parece que virou regra dentro da empresa. Já temos confirmado a continuação de “Procurando Nemo” para 2016. Portanto, ao saber que fariam mais um filme com o mundo de “Monstros S.A” fiquei com medo. Primeiro porque “Mostros S.A” é um clássico e um filme perfeito em cada aspecto, e quando soube também que a história voltaria no passado mostrando a época dos personagens na universidade, meu medo aumentou. Mas no fim, a Pixar comprova o porquê é Pixar. “Universidade Monstros” é um ótimo exemplar de filme de universidade, foge de clichês e nos faz se aproximar mais ainda dos tão queridos Mike e Sully. O filme é divertido, possui ótimas mensagens e emociona. Ainda que o retorno do estúdio ao mundo dos monstros não seja algo original, ao menos esses gênios conseguiram criar algo diferente e singular dentro de algo já existente. 

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10. VELOZES E FURIOSOS 6 


O primeiro “Velozes e Furiosos”, de 2001, foi um grande sucesso e um deleite para os fãs de velocidade e carros. Teve depois outras continuações que não repetiram o sucesso até Vin Diesel convencer a Sony a investir na franquia, porém, remodelando totalmente ela. A nova fase começou em 2009 com “Velozes e Furiosos 4”, mas foi em 2011 que a franquia deixou de ser uma fita unicamente de corridas e se transformou numa autêntica fita de ação com muitos exageros e cenas empolgantes. Cumprindo o seu propósito de diversão, "Velozes e Furiosos 6” é o melhor da franquia até agora, e ainda mata a saudade dos fãs de corrida com uma sequência de racha pelas ruas de Londres, e com Vin Diesel soltando “Como nos velhos tempos!”. Vale a pena!

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Comentários por Matheus C. Vilela

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ELYSIUM

Elysium-EUA
Ano: 2013 - Dirigido por: Neill Blomkamp
Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Wagner Moura

NOTA:  «««««

Sinopse: Em 2159, o mundo é dividido entre dois grupos: o primeiro, riquíssimo, mora na estação espacial Elysium, enquanto o segundo, pobre, vive na Terra, repleta de pessoas e em grande decadência. Por um lado, a secretária do governo Rhodes (Jodie Foster) faz de tudo para preservar o estilo de vida luxuoso de Elysium, por outro, um pobre cidadão da Terra (Matt Damon) tenta um plano ousado para trazer de volta a igualdade entre as pessoas.


O diretor sul africano Neill Blomkamp ganhou Hollywood em 2009 quando lançou o seu “Distrito 9”. Original e cheio de críticas sociais, Blomkamp criou uma ficção envolvendo seres alienígenas como nunca se tinha visto no cinema. Adaptado de um curta dirigido pelo próprio diretor, “Distrito 9” surpreendeu a todos, e com a expansão dos indicados na categoria de Melhor Filme no Oscar, o longa ganhou uma vaga no grupo e foi indicado a outros três prêmios como Melhor Roteiro Adaptado, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Edição. 

Este seu novo trabalho, também uma ficção, parte do mesmo contexto e se utiliza das mesmas abordagens de “Distrito 9”. Não temos aqui alienígenas, mas o fundamento é o mesmo. A raça excluída e reclusa no filme de 2009 eram seres vindos de fora e visto pelo homem como uma raça desorganizada e longe dos padrões dignos para se viver em sociedade. Em “Elysium” quem entra no lugar dos ETs são os seres humanos pobres, reclusos na Terra, acabada pela alta poluição e transformada num verdadeiro lixão, enquanto os ricos, buscando manter o padrão de vida cheio de conforto e regalias, se mudaram para uma estação espacial cujo nome intitula o filme. Um lugar onde a tecnologia proporciona o não envelhecimento e a cura instantânea de qualquer doença. Resumindo: o sonho de todo cidadão morando na Terra, e visto por muitos como algo impossível. 


Obviamente que teremos um herói nessa trama toda que possui o sonho de se mudar para Elysium e que por causa dele vamos ter uma série de reviravoltas. Interpretado por Matt Damon, Max trabalha numa empresa de tecnologia que produz robôs de ponta. Após sofrer um acidente no trabalho e ser exposto a alta radioatividade, Max recebe cinco dias de vida e vê como única solução ir para Elysium e ser curado do problema. Para isso, pede ajuda para o hacker Spider (Wagner Moura), especialista em exportar ilegalmente cidadãos da Terra para Elysium e que ajudará Max na empreitada. 

Diferente de “Distrito 9”, “Elysium” se preocupa muito menos com sua história e foca mais precisamente na ação, que por sinal é excelente e muito empolgante. Um dos pontos fortes da fita, e que é usada para esconder o fraco roteiro. Digo fraco, pois o roteiro, também escrito por Blomkamp, perde várias oportunidades de adentrar em interessantes discussões sobre a situação da Terra naquele momento, e de se aprofundar em questões interessantes acerca da política de Elysium e do desejo de justiça de alguns cidadãos da Terra. Mas tudo isso é deixado de escanteio e Blomkamp limita-se a uma trama de perseguição que resulta em um filme previsível e bobo. 


Com isso, alguns atores acabam se apagando e pouco impressionam. Os principais exemplos são as personagens de Alice Braga, que faz uma amiga de Max que possui uma filha com leucemia, e Jodie Foster, secretária do governo de Elysium que pouco faz e no grande clímax rapidamente é descartada. Os méritos vão para Matt Damon, que segura o filme e por causa do seu carisma conseguimos se interessar por seu personagem. Porém, quem roubam a cena é Wagner Moura e Sharlto Copley. Moura interpreta o hacker Sniper, e com seu estilo excêntrico, o brasileiro não se apaga diante de Damon e sua presença não apenas traz um alivio cômico ao filme, como oferece certa grandiosidade ao mesmo. E Copley, que já trabalhou com Blomkamp protagonizando “Distrito 9”, surpreende no papel do assassino de aluguel a serviço do governo de Elysium. O ator faz o tipo durão e convence criando um personagem desprezível, que quando aparece, traz imprevisibilidade e tensão ao ambiente. Aliás, Copley ofusca totalmente Jodie Foster e se mostra o grande vilão do filme. 

Portanto, “Elysium” poderia ser muito melhor do que apresenta. Mas no quesito ação, o filme merece créditos por ser empolgante e bem filmado. Mesmo não superando “Distrito 9”, o filme é uma ótima pedida e merece ser visto. Vale a pena!

Comentário por Matheus C. Vilela