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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

SE ENLOUQUECER, NÃO SE APAIXONE

It´s Kind Of A Funny History/EUA
Ano: 2010 - Dirigido por: Anna Boden e Ryan Fleck

Sinopse: Craig é um calouro do colegial, num programa talentoso, apaixonado pela namorada de seu melhor amigo. Quando toma conciência que é um potencial suicida, se enterna na ala psquiátria de um hospital, achando que eles o observarão, o ajudarão e mandá-lo de volta para casa em tempo de começar na escolha no dia seguinte. No entanto, enquanto a ala juvenil é renovada, ele terá que ficar por uma semana na ala dos adultos e também com outros mais jovens. Bobby, um homem com uma filha jovem, mostra o lugar para ele. Craig então conhece Noelle, da mesma idade que ele. Enquanto tenta evitar que seus amigos descubram onde está, ele segue na terapia, canta e ajuda Bobby com sua entrevista. E isso será o que precisa encontrar?


O nome Se Enlouquecer Não Se Apaixone é apenas para pegar o embalo do sucesso que foi o Se Beber, Não Case, fazendo referência já que o ator Zach Galifianakis também está no filme. No entanto, muito longe de ser aquela comédia escrachada de humor negro ou pastelão, o filme é uma dramédia independente leve e suave de se assistir.

 O filme parte da busca da personagem Craig (Keir Gilchrist) por sua sanidade psicológica. Apaixonado por sua melhor amiga, que por sinal começa a namorar com o seu melhor amigo, e com uma família que pouco o procura entender, Craig decide se internar numa clinica psiquiátrica por um tempo no intuito de achar a solução para os seus problemas. E no lugar mais improvável de todos é que ele irá encontrar um novo amor e a oportunidade de recomeçar.


Ainda que Keir Gilchrist e Emma Roberts sejam bons e expressivos atores, surpreendentemente Zach Galifianakis é o que mais impressiona, e não na comédia, e sim, no drama. Mantendo certos trejeitos de suas atuações cômicas em outros filmes, o roteiro dosa bem o humor habitual do ator não deixando este se sobressair ao drama do mesmo. Com momentos inspirados onde Galifibakis consegue convencer da fragilidade e dor de sua personagem, o filme merece aplausos por conseguir mostrar um lado diferente desse astro em ascensão. 

Dirigido por Ryan Fleck e Anna Boden, o filme procura mostrar a transformação de valores das personagens mostrando que a vida pode surpreender aonde menos esperamos, e principalmente, com as pessoas aparentemente improváveis. Como disse no inicio do texto, Se Enlouquecer Não Se Apaixone é conduzido com leveza e suavidade. Otimista no modo de lidar com cada personagem, os diretores exploram bem a relação entre cada um deles criando uma atmosfera envolvente graças a isso.


Simples, espirituoso, otimista e divertido, traduzindo o titulo em inglês, Se Enlouquecer Não Se Apaixone é até uma história engraçada, mas com grande humanidade no seu interior.

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

GUERREIRO

Warrior/EUA
Ano: 2011 - Dirigido por:: Gavin O´Connor

Sinopse: Tommy Conlon (Tom Hardy) é o filho mais novo de Paddy (Nick Nolte) e voltou há pouco tempo para casa. Tommy supera os problemas do pai com bebida e passa a treinar com ele para poder participar de campeonatos de MMA (Mixed Martial Arts), o famoso vale-tudo. Só que sua trajetória faz com que tenha que enfrentar no ringue Brendan Conlon (Joel Edgerton), seu próprio irmão.


Sem dúvida uma injustiça um filme como este Guerreiro não ser lançado nos nossos cinemas. Dirigido por Gavin O´Connor, que comandou o regular Força Policial, Guerreiro é o seu melhor e mais emocionante trabalho. Mesmo pegando aquela idéia de drama familiar com lutadores no meio, o filme, felizmente, acerta por ter excelentes atores, uma narrativa sempre focada em cada personagem e também, por tirar o já habitual boxe e usar o esporte de luta do momento: as artes marciais estilo MMA e UFC. Aqui no filme eles criam um torneio fictício chamado Sparta, talvez por não precisar pagar direitos autorais e etc.


Eu gosto muito quando um filme de luta preocupa-se principalmente em se aprofundar no íntimo, nos problemas dos personagens e não focar apenas nas lutas. Um exemplo recente é o excelente O Vencedor, que nos apresentava uma história real de superação e o boxe ficava apenas em segundo lugar. Aqui, o filme nos conta duas histórias de dois sujeitos que tiveram um passado difícil com o pai, perderam a mãe e cada um seguiu o seu caminho. Mas as mágoas, as dores não foram superadas, apenas escondidas e remoídas durante anos. 

Não vou revelar mais nada pois pode estragar a surpresa que o filme esconde. Mas deixo aqui minha recomendação para este Guerreiro, um dos melhores filmes lançados em DVD dos últimos anos. E destaco também as excelentes e emocionantes atuações de Joel Edgerton, Tom Hardy e de Nick Nolte, este último mostrando uma atuação que mereceu a indicação ao Oscar.

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

Especial Woody Allen: NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA

Annie Hall/EUA
Ano: 1977



O nome de Diane Keaton é Diane Hall. Seu apelido é Annie. O nome original de “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” é Annie Hall. Woody Allen era casado com Diane Keaton. Ambos são protagonistas do filme. Eis alguns fatos que confirmam o fato de Annie Hall ser uma obra baseada em fatos ocorridos com o casal de atores, em suas vidas particulares. Talvez por isso seja um dos filmes mais apaixonantes do nova-iorquino neurótico. 

A história é sobre Alvy Singer (Allen), um judeu complexado, diretor de um programa de humor televisivo, que conhece Annie Hall (Keaton) num jogo de tênis e começa a sair com ela. Eles acabam se casando. 


Noivo Neurótico, Noiva Nervosa possui uma premissa e desenvolvimento simples: o cotidiano de um casal apaixonante, com suas excentricidades e particularidades, além de reflexões sobre o amor. Disso se extrai momentos ora cômicos, como a icônica sequência das lagostas (que é, ao mesmo tempo, muito romântica), ora extremamente românticas, feito o encontro deles. 

E podemos observar um realismo pessimista na obra inteira, comprovado pela introdução de Allen dialogando com o espectador e o desfecho do filme – amenizado por um gracioso ensaio duma peça de teatro. 

Enfim: assista Noivo Neurótico, Noiva Nervosa e simplesmente se apaixone.

Comentário por Júlio Pereira 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A ESTRANHA VIDA DE TIMOTHY GREEN

The Odd Life of Timothy Green/EUA
Ano: 2012 - Dirigido por: Peter Hedges

Sinopse: Cindy (Jennifer Garner) e Jim Green (Joel Edgerton) formam um casal feliz, que mal pode esperar para ter um bebê e iniciar uma família. Quando o jovem Timothy (Cameron 'CJ' Adams) aparece na soleira da porta da casa deles, em uma noite de tempestade, Cindy e Jim, e a pequena cidade de Stanleyville, descobrem que, às vezes, o inesperado pode trazer alguns dos melhores presentes da vida.


A Estranha Vida de Timothy Green é realmente um filme estranho. Não por sua história, pelo lado fantasia, nada disso, mas sim, por conseguir prender a atenção em alguns momentos, porém, ser totalmente insosso em toda a sua construção narrativa, onde nem a fantasia consegue ser interessante e envolvente de se assistir. 

Ao ler a sinopse do filme fiquei até intrigado com a trama da família que sonha em ter um filho, mas não pode ter um. Daí, o casal escreve numa folha todas as qualidades que gostariam de ter numa criança e enterram o papel. Durante uma tempestade, inesperadamente a criança na qual sempre quiserem aparece dentro da casa, tendo saído do jardim no mesmo local onde plantaram o pedido. 


Tudo bem que toda a história é movida por lições de moral e segue aquela linha “filme família” bem conhecida e clichê da Disney, no entanto, existem muitos filmes assim que conseguem ser emocionantes, divertidos mesmo tendo todos os clichês possíveis. Pensando que seria assim, já fui preparado. Porém, confesso que me decepcionei com este “A Estranha Vida de Timothy Green” por nunca conseguir extrair da história aquilo que poderia fazê-la emocionante. 

Além de deixar quem assiste perdido por nunca explicar certas coisas importantes acerca do protagonista, o filme termina com um desfecho que gera o mesmo ponto de interrogação do começo do filme. E ainda, a fantasia é muito pouco explorada, não tendo aquela beleza, o encanto, ou, para melhor especificar, a magia dos estúdios Disney. Podia ter sido melhor explorada, mas acaba sendo muito pouco. 


Dirigido por um diretor pouquíssimo conhecido, porém, que dirigiu uma comédia deliciosa chamada “Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada” com Steve Carell, Peter Hedges segue o estilo narrativo básico e habitual que vêm mostrando em sua carreira, o filme aqui até possui um jeitinho meio indie movie, porém, se antes ele conseguiu fazer uma limonada de um filme que poderia ser totalmente descartável, neste seu novo trabalho a limonada não saí tão agradável assim. 

Como sempre digo, não sou contra clichês, desde que sejam bem feitos e realizados. E aqui por se tratar de uma fantasia, esperava um resultado melhor por parte dos realizadores. Principalmente por se tratar de um filme da Disney.

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

The Dark Knight Rises/EUA
Ano: 2012 - Dirigido por: Christopher Nolan

Sinopse: Batman está com sua reputação abalada e é agora um foragido da lei, perseguido pelo seu próprio amigo Comissário Gordon, por conta do assassinato de Harvey Dent. Ele deve lidar com a chegada repentina do novo vilão Bane, que promove a destruição e o caos sobre Gotham City, e tocar em velhas feridas com a enigmática Selina Kyle, antes que sua cidade esteja perdida para sempre.


Encerra-se neste ano de 2012 a tão aclamada trilogia do Homem Morcego comandada pelo diretor Christopher Nolan. Nolan foi o responsável por tirar da lama o nome do Batman, depois deste ter sido violentado de todas as maneiras possíveis por Joel Schumacher em “Batman Eternamente” (1995) e, principalmente, no indescritível “Batman & Robin” de 1998, que afundou de vez o super-herói no cinema impedindo da Warner de conseguir coragem para seguir em frente com o personagem.

Porém, após 6 anos, Nolan aparece para os executivos da Warner com uma proposta diferente para o Homem Morcego. Com um roteiro escrito juntamente com David S. Goyer, a ideia de Nolan era criar um universo do Batman mais realista, sem fantasias, sombrio, violento e que focasse com mais expressividade no personagem Bruce Wayne e como este decidiu se transformar no Batman. Portanto, como não existe nos quadrinhos uma história definida de como surgiu o Batman, optaram por começar a franquia mostrando a origem desse herói, suas motivações e o que levou um bilionário a sair pelas ruas vestido de morcego combatendo o crime. Daí, temos em 2005 o excelente “Batman Begins” que nos introduz de maneira sublime nesse novo universo criado por Nolan, que respeita as HQ´s, extrai elementos importantes dessas histórias, porém, cria ali a sua própria. Diferente de todos os outros filmes já feitos do Batman, Christopher Nolan apresenta um filme que muitos almejavam ver, ou seja, um filme sério, calcado na realidade, sombrio, violento e que trata não só o herói, mas também, todo o seu universo com respeito e seriedade.


Apesar das ótimas críticas e ótima recepção do público, Nolan disse na época em entrevistas que não teve o tempo necessário para fazer o filme que ele realmente queria. Detalhes como uma Gothan em estúdio era algo que ele não desejava fazer numa continuação. Porém, com todo o sucesso obtido por “Batman Begins”, ele teria toda a liberdade para seguir em frente com sua história e melhorar aquilo que não havia gostado no primeiro filme. Então, temos em 2008 a continuação intitulada “O Cavaleiro das Trevas”, onde segue a trajetória de Bruce Wayne como Batman agora enfrentando o seu arqui-inimigo, o Coringa. 

Não vou falar muito de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, pois você pode conferir a crítica completa clicando aqui, no entanto, digo que Nolan não decepciona, faz uma continuação que supera o antecessor e nos apresenta a melhor interpretação do Coringa no cinema, interpretado pelo falecido Heath Ledger, que morreu seis meses antes da estreia do filme e que ganhou em 2009 o Oscar póstumo de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel.


E agora em 2012, Nolan encerra o seu ciclo fechando sua história do Batman iniciada em 2005. Ele sempre disse que desde o inicio pensou na história como uma trilogia e que aqui, encerra da maneira como pensou lá no começo e está satisfeito. E parabéns a ele pelo excelente tratamento dado ao herói que teve uma reviravolta magistral no cinema. 

Em “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” o Batman já não aparece por 8 anos e Bruce Wayne se vê forçado a voltar após o surgimento do vilão Bane, que desestabiliza a pacificidade da cidade para mostrar que o verdadeiro poder pertence ao povo, e por aí se segue todo o discurso filosófico do vilão ao longo do filme.


Mais a melhor coisa de “Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge” são as ligações feitas por Nolan aos filmes anteriores. Ao término, temos a sensação de completude e encerramento, e ainda, com certos ares para continuar o legado do Batman nos cinemas, já que, uma das coisas que Nolan faz questão de frisar aqui e que ele sempre fez questão de ressaltar ao longo dos demais filmes, é que o Batman não é o Bruce Wayne, e sim, um símbolo, e símbolos são eternos, não as pessoas. 

Daí, o desfecho criado consegue ser impressionante e diferente do que estamos acostumados a ver nos habituais filmes de super-heróis. E mais ainda do que os anteriores, “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é um filme mais sobre Bruce Wayne do que necessariamente sobre o Batman.


Contando com um elenco melhor do que nunca, com um Christian Bale mostrando ser o melhor Batman do cinema, um Gary Oldman com mais espaço e melhor desempenho, um Tom Hardy que cria um vilão marcante e memorável, um Michael Caine pedindo uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo seu mordomo Alfred numa interpretação sensível e realmente tocante, e por fim, temos Anne Hathaway esbanjando sensualidade e carisma na pele da Mulher Gato, conseguindo seu espaço no nosso imaginário tanto quanto Michelle Pfeiffer conseguiu. 

Enfim, “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” encerra com competência e chave de ouro o que foi iniciado em “Batman Begins”. Com ares épicos, atuações excelentes, cenas de ação bem realizadas e empolgantes, e, uma história dinâmica sem espaço para papo furado, o filme é um dos melhores exemplares de super-heróis do ano. 

Não é o meu preferido da trilogia. Considero melhor o capítulo do meio, “O Cavaleiro das Trevas”, porém, isso não desmerece em nada esta excelente conclusão de uma das melhores trilogias de Hollywood.

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

MáquinaDoTempo: BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS

The Dark Knight/EUA
Ano: 2008 - Dirigido por: Christopher Nolan


Dirigido por Christopher Nolan, O Cavaleiro das Trevas é a continuação do também excepcional Batman Begins. Nolan, aqui, mostrou ao mundo uma evolução drástica e ao mesmo tempo genial de como fazer filmes de super heróis. O diretor britânico leva cada cena e acontecimento de maneira séria, e faz com que cada uma delas tenha algo em ligação com a história. Nenhuma soa desnecessária ou fora de contexto. E tudo, de maneira sombria, realista e sem cair na pieguice da infantilidade ou do ridículo (se lembram de Joel Schumacher?). 

Antes de falarmos das atuações, devo destacar aqui o grande amadurecimento que Nolan obteve de Begins para The Dark Knight. A produção se encontra muito mais realista e palpável, pois antes, ele havia gravado grande parte de Begins em estúdios, agora, Nolan decide gravar 99% do filme em cenários reais, ou seja, nas próprias cidades, que no caso, o destaque é a grande Chicago. Com isso, o tom realista e a sensação de que aquilo tudo existe colaboram ainda mais para a eficiência da película.


Outra grande evolução que Nolan obteve de Begins para cá, e principalmente se olhar outros filmes de heróis, está principalmente naquilo que eu considero o mais importante em um filme, sua história. O enredo de O Cavaleiro das Trevas foi escrito pelo próprio diretor e seu irmão com extrema preocupação em cada detalhe. 

Com um vilão poderoso e psicótico como o Coringa, o roteiro explora principalmente o tema: anarquia. E através dele, Jonathan e Chris Nolan ensinam para o público que não importa quão boa uma pessoa possa ser ela têm o seu lado mal. Mostra que não somos santos e uma hora iremos mostrar isso, ou seja, os irmãos falam que nós, seremos humanos, estamos sujeitos a cair, não importa o dia, a hora ou a situação. Todos nós temos um lado mal! E tudo isso é transmitido através de três grandes personagens: o Batman, o Coringa e Harvey Dent, sendo este último a prova viva da mensagem da obra.


Agora, chegamos a um dos grandes momentos deste quarto Relembrando: o elenco. O roteiro de Batman – O Cavaleiro das Trevas é tão bem escrito e desenvolvido, que Chris e Jonathan Nolan não deixaram que o personagem Batman fosse apagado pelo vilão como aconteceu nos outros filmes. Apesar de o Coringa ser o grande destaque da fita, o personagem Batman é o centro do filme e se encontra presente no decorrer de toda a história. Os irmãos exploram seus sentimentos, suas dores e seu espírito de revolta e vingança, principalmente depois que o Coringa aparece para atrapalhar ainda mais. 

Aaron Eckhart também realiza uma grande e destacável atuação como o promotor público Harvey Dent, que posteriormente se transformará no Duas Caras. Maggie Gyllenhaal injeta mais vivacidade e expressão para a personagem Rachel (par romântico do Batman). E os atores Gary Oldman (Gordon), Michael Caine (Alfred) e Morgan Freeman (Lucius Fox) continuam mantendo o espírito de seus respectivos personagens.


Agora, o grande destaque da fita e sem dúvida a melhor atuação fica a cargo de Heath Ledger. O ator interpreta o Coringa de maneira como nenhum outro ator ousou em fazer. Diferentemente de Jack Nicholson (que apesar de ter sido um bom Coringa, no fundo, era o Jack Nicholson), aqui, Ledger realiza uma atuação diferente de todas suas outras. O ator mostra um Coringa cheio de mágoas, ódio e pavor, porém, que não transmite isso diretamente, detalhe pelo qual ele se torna um grande psicopata. E o Coringa de Ledger é ao mesmo tempo assustador, engraçado, simpático, repugnante e extremamente divertido. A mudança na maquiagem (agora borrada) colabora ainda mais para a obscuridade de seu personagem, que possui a mesma essência dos gibis e consegue em cada cena, conquistar a atenção do telespectador.

Batman – O Cavaleiro das Trevas revoluciona o gênero, revoluciona as filmagens com câmeras IMAX e se consagra como o melhor filme de heróis da história, e o primeiro filme do tipo a ganhar um Oscar em categorias principais (Melhor Ator Coadjuvante Heath Ledger), e também, é um filme que possui o maior e melhor vilão do cinema. Uma mistura perfeita de Hannibal Lecter, Norman Bates e do próprio Coringa.

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SETE DIAS COM MARILYN

My Week With Marylin/EUA
Ano: 2011 - Dirigido por: Simon Curtis

Sinopse: O filme focará no período que Marilyn Monroe (Michelle Williams) passou na Inglaterra filmando The Prince and the Showgirl ao lado de Laurence Olivier (Kenneth Branagh). A história adapta o livro homônimo de Colin Clark, que na época trabalhava como assistente nas filmagens. Durante uma semana, ele teve a oportunidade de ciceronear a diva - desesperada para escapar das pressões da rotina hollywoodiana - e mostrar-lhe o melhor da vida britânica.


Marilyn Monroe é um dos maiores ícones do cinema. Talvez um desses poucos artistas do passado com o poder de ainda influenciar a Sétima Arte. E podem passar mais 50 anos que Marilyn continuará viva no imaginário popular como uma das mulheres mais marcantes que Hollywood já teve. 

Porém, como toda grande estrela, Marilyn também tinha suas excentricidades, os seus problemas, o seu lado humano, e não apenas o seu lado star. Aqui, neste “Sete Dias Com Marilyn” é narrado o período onde esta viaja para a Inglaterra para estrelar ao lado de Sir Lawrence Olivier o filme “O Príncipe Encantado” (1957), com a intenção de mostrar sua versatilidade como atriz. 


A produção, como o próprio filme aqui mostra, foi marcada por forte stress. Marilyn já estava em seu terceiro casamento, chegava atrasada nas filmagens, era movida a remédios e dizia-se incapaz de atuar por não conseguir encontrar a personagem. Dirigido e estrelado pelo próprio Lawrence Olivier, o ator tornava-se impaciente e extremamente nervoso com a falta de responsabilidade de Marilyn  mas, tinha que engolir muita coisa devido aos status da atriz, a sua influência e poder na mídia. 

“Sete Dias Com Marylin” é baseado nos diários de Colin Clark (terceiro assistente de direção no filme “O Príncipe Encantado”) intitulado “The Prince, The Showgirl and Me” (O Príncipe, a Vedete e Eu) onde relata a intensa semana que passou junto a Marylin, e como os dois envolveram-se mais intimamente nascendo um forte afeto entre ambos. 


Dirigido por Simon Curtis, que faz aqui o seu segundo filme como diretor e sem dúvida o mais notório até então, “Sete Dias Com Marilyn  é bem dirigido, tem uma produção minuciosa e uma fotografia belíssima, porém, senti ser um filme vazio de emoção. Previsível em seu conteúdo, o longa é narrativo demais e vale por conhecermos melhor esse período da vida de Marilyn  onde a atriz já estava mostrando sinais de esgotamento físico que, com todo o peso da carreira e etc, viria mais tarde resultar em sua morte em 1962. 

O grande destaque é sem dúvida o elenco de “Sete Dias Com Marilyn” que está formidável. O protagonista Eddie Redmayne convence e vêm mostrando serviço em Hollywood, vamos ver como vai se sair cantando no inédito musical “Os Miseráveis”. Porém, os aplausos vão para Kenneth Branagh que interpreta Sir. Lawrence Olivier de maneira intensa e impulsiva, e claro, Michelle Williams que, ainda sem muitas semelhanças com Marilyn  possui um trabalho de maquiagem bem realizado e foi escalada para o papel devido ao seu talento, e a atriz é profunda e sensível ao trazer a tona os medos, as inseguranças e os problemas íntimos de Marilyn Monroe. Sem dúvida, uma grande responsabilidade, que Williams cumpre com êxito. 


Portanto, ainda que não seja um grande filme, merece nossa atenção principalmente por se tratar de um ícone como poucos que o mundo já viu.

Nota: «««««

Comentário Matheus C. Vilela