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quinta-feira, 14 de março de 2013

LOBISOMEM - A BESTA ENTRE NÓS

Werewolf: The Beast Among Us-EUA
Ano: 2012 - Dirigido por: Louis Morneau

Sinopse: Quando uma monstruosa criatura apavora um vilarejo nas noites de luar, o jovem Daniel convence um grupo de treinados caçadores de lobisomens a deixá-lo participar de sua captura. À medida que os moradores são atacados um a um e transformados em monstros vorazes, Daniel começa a recear que o monstro seja alguém mais próximo do que podia imaginar.


Eu simplesmente achei sensacional o filme “O Lobisomem” lançado em 2010, baseado no clássico de 1941 e estrelado por Benício Del Toro e Anthony Hopkins. O filme respeitava o antigo, a lenda do lobisomem e possuía um clima tenso e desesperador altamente envolvente e empolgante. Porém, não fez o sucesso esperado e teve uma produção muito problemática. Com isso, a Universal Studios decidiu fazer outro filme da lenda, mas agora visando o mercado de home vídeo e não o de cinema. Daí nós temos este “Lobisomem – A Besta Entre Nós”, um material barato com muita violência e sanguinolência. 

Não querendo fazer um mesmo filme, eles decidiram criar uma nova história para o lobisomem. Sem nenhuma referência ao clássico e muito menos ao filme mais recente, neste daqui o foco é a ação, a violência e o sangue jorrando em cena. Detalhes, claro, indispensáveis para um filme de lobisomem, porém, fútil quando não se tem uma boa história para contar. 


Sem nenhum pingo de interesse em buscar criar o suspense em torno de sua figura diabólica, o diretor Louis Morneau faz um trabalho medíocre não diferenciando em nada o seu filme de outros longas lançados para DVD onde o abuso do sangue e da violência é a principal prioridade. Com tomadas desesperadas e uma falta de ritmo notável, Morneau transforma o filme em um exemplar de aventura com caçadores de lobisomens correndo atrás da besta seguidos por mentirosos e situações que vão dividir a opinião do herói. É, o protagonista é um profissional em caçar lobisomens e possui todo aquele charme de um Indiana Jones ou mesmo do Van Helsing de Hugh Jackman. 

Outro erro neste filme é a escolha por fazerem o lobisomem em CGI. No filme que foi para o cinema, o grande destaque era a maquiagem excelente feita em Benício Del Toro onde não só trazia a nostalgia do clássico, como também mantinha o aspecto icônico do personagem. Já aqui, além de ficar evidente ser um efeito especial e inacabado, o lobisomem não assusta e pouco convence, gerando mais risadas por ser tão amador do que colaborando para a tensão e pavor que deveria causar. 


Portanto, “Lobisomem – A Besta Entre Nós” é uma frustrante experiência para os fãs do personagem e merece nossa rejeição. Vergonha!

Nota: «««««

Comentário por Matheus C. Vilela

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