Pages

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Especial Princesas Disney: CINDERELA (1950)

Se preparando para o lançamento do sucesso e elogiado "Frozen - Uma Aventura Congelante", o novo filme de princesa da Disney que estreia dia 03 de Janeiro aqui no Brasil, nosso blog vai preparar um especial onde vamos falar sobre cada filme de princesa dos estúdios Disney. Let´s begin!

Filme: CINDERELLA
Ano: 1950
Dirigido por: Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske


Desde "Bambi", lançado em 1942, a Disney vivia um hiato de longas metragens devido a crise por causa da Segunda Guerra Mundial que assolava os Estados Unidos na época. Para o estúdio sobreviver, Walt Disney optou pela realização de curtas-metragem que comporiam um longa, já que o dinheiro estava curto, curtas eram bem mais em conta e filmes com apenas uma narrativa era um grande risco. A idéia não foi recebida com ânimo e empolgação pelo público e crítica, mas foi necessária, pois manteve a situação financeira do estúdio estável. 

Por volta de 1947, Walt Disney já sentia que era tempo de se produzir um novo longa metragem com os moldes que anos antes levaram sua empresa ao sucesso. O primeiro contato de Walt com a história da gata borralheira foi em 1922, quando sua pequena empresa “Laugh-O-Grams” produziu uma versão moderna em curta duração e mudo. Depois em 1933, Walt cogitou outro curta para integrar a série “Sinfonias Ingênuas”. Foram feitos esboços do desenho, mas o projeto nunca saiu do papel. Outro trabalho que nunca vingou foi quando em 1937, logo após “Branca de Neve e os Sete Anões”, Walt tentou transformar o conto de “Cinderela” em um longa-metragem. Vários tratamentos foram dados a história, e em 1943 Disney deu sinal verde para os animadores começarem o filme. Dick Huemer e Joe Grant ficaram como supervisores da história e foi oferecido um orçamento de apenas 1 milhão, mas no fim, o projeto estagnou novamente. 


Em 1946, Disney voltou a realizar reuniões sobre o filme de “Cinderela”. Inicialmente sua ideia seria produzir “Alice no País das Maravilhas” primeiro, pois achava ser melhor para representar a grande volta do estúdio aos longas metragens animados. Entretanto, seu irmão Roy Disney o convenceu que “Cinderela” tinha maior apelo comercial e principalmente com o público, que já tinha recebido de braços abertos o sucesso “Branca de Neve e os Sete Anões”. 

O filme foi posto nas mãos de Ted Sears, Homer Brightman e Harry Reeves, que escreveram um roteiro datado de 24 de março de 1947, e já em maio storyboards estavam em desenvolvimento. Inicio de 1948, “Cinderela” assumiu o lugar de “Alice” como prioridade e ganhou força total na sua produção, e caminhava para se tornar a primeira animação em oito anos, desde “Bambi”, dos estúdios Walt Disney. 


Um fator curioso em “Cinderela” é que o filme foi gravado, antes de animado, 90% com atores reais. Walt estava com pouquíssimo dinheiro e precisava ser criterioso em relação ao que seria enviado para a equipe de animadores. O estúdio não podia enviar nada que fosse desnecessário, pois no fim, custaria bem mais dinheiro. Afinal, era tudo ou nada, se “Cinderela” fracassasse quando lançado seria a falência de Walt Disney. 

Portanto, desenhado nos storyboards e depois filmado com atores reais, as filmagens eram sempre mostradas para Walt Disney que, através delas, conseguia ter noção de como ficaria tal momento no desenho. Se houvesse algo para excluir, ou para modificar, os vídeos junto com os storyboards dariam toda a direção e rumos da história. 


A vilã da trama a Sra. Tremaine, ou mais conhecida como a Madrasta, foi desenhada da maneira mais realista possível. Diferente de personagens como o Duque, o Rei e a Fada Madrinha, a intenção dos animadores era torná-la mais próxima possível da realidade o que faria suas ações serem muito mais ameaçadores e criveis aos olhos do público. A atriz Eleanor Audley emprestou sua voz a personagem e sua fisionomia serviu de inspiração para os desenhistas. Anos mais tarde, ela faria novamente outra vilã do estúdio, a Malévola de “A Bela Adormecida” (1959). 


Para a cena da carruagem que leva Cinderela até o castelo do príncipe, foi montado um modelo tridimensional para ajudar na animação. 


Outra profissional fundamental na elaboração dos cenários e visual do filme foi Mary Blair. Disney admirava seu senso de cor e de design, o que a fez ser uma das peças fundamentais de animações como “Peter Pan”, “Alice” e do próprio “Cinderela”. Blair trabalhou com Walt Disney de 1939 até 1953.


MOMENTO CLÁSSICO: TRANSFORMAÇÃO. DE GATA BORRALHEIRA A PRINCESA:



Por Matheus C. Vilela

1 comentários:

Itzel Aguilar disse...

É a minha história favorita, se não a única princesa que eu gosto de uma criança. Só vi a nova adaptação por programação HBO é o melhor que eu já vi essa história, embora em primeiro eu não tinha muita fé. Embora o meu favorito ainda é animado.